Países das Américas enfrentam surto de sarampo

Estados Unidos, Canadá, México e Argentina lideram as estatísticas. No Brasil, vacinação garante maior proteção do país


Por Tâmara Freire, repórter da Agência Brasil | Do Rio de Janeiro (RJ)

Relatório da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), divulgado em 24 de março, indica surto de sarampo em países das Américas. Só neste ano, mais de 500 casos foram confirmados, superando a contagem de todo o ano passado.

São 301 nos Estados Unidos, com duas mortes; 173 no Canadá; 22 no México e 11 na Argentina.

A Opas avalia que o risco de disseminação da doença, com ameaça à saúde, é alto.

No Brasil, há apenas três casos confirmados. Com isso, o país segue certificado como livre da doença – certificação essa reconquistada em 2024.

Por enquanto, o Ministério da Saúde confirmou apenas casos esporádicos: dois no Rio de Janeiro, em bebês gêmeos que ainda não tinham idade para se vacinar, e um no Distrito Federal, em uma mulher adulta que provavelmente foi infectada em uma viagem ao exterior.

Das 110 suspeitas notificadas até o dia 12 de março, 22 ainda estavam em investigação até o fechamento desta matéria, de acordo com a última atualização do painel epidemiológico da pasta.

Os casos suspeitos de sarampo são de notificação compulsória, ou seja, devem ser comunicados imediatamente às autoridades de saúde.

Há um protocolo rígido para quando são confirmados, que inclui a identificação e o monitoramento de todas as pessoas que podem ter sido infectadas pelo doente, e o bloqueio vacinal, que é o reforço da vacinação nos locais que essa pessoa frequentou, como escola e local de trabalho.

VACINAÇÃO

A vacina contra o Morbilivirus, causador do sarampo, foi desenvolvida na década de 1960.

Mas a imunização só foi intensificada no Brasil a partir dos anos 1990, quando autoridades de todo o mundo decidiram concentrar esforços no controle da doença, já que a maior preocupação anterior, a poliomielite, havia sido erradicada.

Antes disso, o sarampo matava cerca de 2,5 milhões de crianças no mundo por ano.

Atualmente, ela é aplicada no Sistema Único de Saúde (SUS) como parte do imunizante Tríplice Viral, que também protege contra a caxumba e a rubéola. A primeira dose deve ser aplicada aos 12 meses de idade, e a segunda, aos 15.

Em 2024, o Brasil atingiu a meta de cobertura de 95% na primeira dose, mas menos de 80% dos bebês tomaram a segunda.

“A eficácia dessa vacina é de 93% a 95%, o que significa que 5% a 7% das pessoas não vão responder de forma adequada. Então a gente faz a segunda dose por dois motivos: para evitar essa falha primária e porque, com o passar do tempo, a proteção diminui naturalmente, e o reforço prolonga essa proteção”, explica o diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Juarez Cunha.


Imagem em destaque: aplicação de vacina. Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil



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